MAYA
A consciência voltou aos poucos, como uma maré lenta e dolorosa. Primeiro, a sensação de um colchão tão macio que parecia engolir meu corpo. Depois, uma dor surda e generalizada, como se eu tivesse corrido uma maratona sem qualquer preparo. Meus olhos se abriram com esforço, as pálpebras pesadas, e o que vi não foi o teto rachado do meu quarto.
Era um teto alto, impecavelmente branco, com iluminação indireta e suave.
Sentei-me na cama num sobressalto, o corpo reclamando do movimento brusco