A sala de interrogatório cheirava a café velho e desespero.
Sarah sentada atrás de vidro espelhado—ombro enfaixado, algemada à mesa, mas postura ainda ereta. Ainda no controle. Ou fingindo estar.
"Não precisa fazer isso," Chen disse ao meu lado. "Temos confissão gravada. Testemunho dela. Suficiente para prisão perpétua."
"Preciso sim." Eu não podia desviar olhar. "Preciso entender."
"Entender o quê? Ela é psicopata. Narcisista. Megalomaníaca—"
"Ela é minha mãe." Voz quebrada. "E preciso saber—s