Meu coração começou a bater diferente ainda dentro do elevador, não era igual quando a gente corre e nem quando fico com medo. Era uma mistura estranha — como se tivesse borboletas pulando e, ao mesmo tempo, um nó apertando tudo por dentro.
— Falta muito? — perguntei, segurando mais forte a mão do papai.
— Não, filha, já estamos chegando. — ele respondeu, tentando sorrir.
Eu balancei a cabeça, mas meus pés não paravam quietos. Ficava imaginando a Helena, se ela ia estar acordada, se ia lembrar