Eu decidi ir para casa sozinha.
Não avisei ninguém. Não quis companhia, não quis carona, não quis perguntas, nem olhares preocupados tentando adivinhar o que eu mesma já não conseguia entender.
Apenas fui.
Peguei minhas coisas, atravessei a porta e deixei o mundo do lado de fora como quem fecha um livro no meio da história porque as palavras começaram a doer demais.
Caminhei pelas ruas sentindo cada passo como se estivesse fugindo de alguma coisa, ou de alguém. Talvez de mim mesma, o que