Rafael
Quando acordo, a sensação de vazio é como um soco no estômago. A noite foi interminável, e o peso das palavras de Beatriz ainda ressoa na minha cabeça. Olho para o lado da cama onde ela deveria estar, mas, claro, está vazio. Levanto, com um nó na garganta e a determinação de tentar conversar. Não posso deixar que isso acabe assim.
A encontro na cozinha, com um café preto nas mãos e os olhos fixos em algum ponto além da janela. Ela está impecável, como sempre, mas seu rosto está duro, ina