Marvila segurava o pote grande de sorvete cheio de coberturas e se sentou com Dom à sombra de uma árvore na praça. Ele preferiu um picolé simples, mordendo distraidamente enquanto a observava. O silêncio entre eles era denso, e o sorvete de Marvila começou a derreter, escorrendo pela colher e caindo sobre sua barriga.
As palavras de Dom ecoavam em sua mente como uma promessa e, ao mesmo tempo, como um peso. Ele falava com uma certeza que a confundia, a certeza de um homem que já havia desistido