(Dante)
A manhã estava morna, o sol já alto no céu claro. Sentei-me à cabeceira da longa mesa da sala de jantar, o jornal aberto à minha frente, mas os olhos presos à porta. As xícaras de porcelana estavam dispostas com perfeição, o café servido e os pães ainda exalavam o aroma quente da fornada. Tudo como deveria estar.
Exceto por ela.
Alina.
O lugar à minha direita permanecia vazio. Aquele que, nos últimos dias, ela vinha ocupando com relutância e olhares desafiadores. Mas ainda assim, vinha.