Gustavo
O silêncio do terraço foi quebrado pelo som da respiração descompassada de Mel. Ela encarava as próprias mãos, que tremiam sobre o colo, antes de finalmente encontrar meus olhos com uma determinação desesperada — a de quem salta de um precipício porque segurar a borda já dói demais.
— Eu me apaixonei por ele, Gustavo. Eu era apenas uma menina e guardei aquilo como se fosse um segredo sagrado, sem saber que era o rastro de um veneno. — Ela engoliu em seco, a voz ganhando um tom sombrio.