(KAEL)
Eu não durmo.
Não de verdade.
O que acontece comigo agora… não é descanso.
É queda.
Sempre a mesma.
Sempre para o mesmo lugar.
Escuridão primeiro.
Depois silêncio.
E então—
Ela.
Elira.
Ela aparece como se nunca tivesse ido embora.
Como se nada tivesse sido quebrado.
Como se eu não tivesse sido o homem que a destruiu diante de todos.
Meu peito aperta no instante em que a vejo.
Não é alívio.
Nunca é.
Porque eu sei o que isso significa.
— Isso não é um sonho… — minha voz sai rouca, pesada —