Os meses seguintes trouxeram uma rotina que eu nunca imaginei ter. Com a Lara na escolinha durante as manhãs, Lorenzo cumpriu sua promessa: eu comecei a faculdade de Direito. Eu saía cedo, com meus livros e meu notebook, sentindo o gosto da liberdade. Eu não era mais a menina de trapos; o salário generoso que Lorenzo me pagava — "pelo excelente trabalho com a minha filha", como ele dizia formalmente — me permitia comprar roupas que valorizavam meu corpo, perfumes suaves e cuidar de mim mesma.
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