O silêncio dentro do SUV era ensurdecedor, interrompido apenas pelo som dos pneus fritando no asfalto. Lorenzo dirigia como um louco, as mãos cerradas no volante com tanta força que os tendões de seus braços pareciam cordas de aço. Eu o olhava de soslaio, vendo a veia em sua têmpora pulsar. Eu estava trêmula, mas não de medo. Era uma mistura de indignação e um triunfo perigoso.
— Você passou de todos os limites, Lorenzo! — gritei, quebrando o silêncio. — Quem você pensa que é para humilhar o Th