Paolo dirigiu mais tempo do que os meninos estavam acostumados. A cidade foi ficando para trás aos poucos, os prédios dando lugar a áreas mais abertas, menos trânsito, mais verde. Alya, no banco do passageiro, prestava atenção em tudo, placas, curvas, possíveis rotas de fuga.
Não perguntava “onde a gente está indo?” porque já sabia que, qualquer que fosse o destino, tinha sido escolhido com a lógica do mundo dele. Quando o portão apareceu, ela entendeu.
Era alto, de ferro pesado, com câmeras d