Narelle estava sentada no sofá largo da sala principal, o corpo enrolado em uma manta fina, os olhos perdidos na lareira acesa apesar da tarde morna. O som leve do fogo estalando se confundia com o riso abafado do menino, do outro lado da casa. Ele brincava no tapete da brinquedoteca com seus carrinhos de madeira e uma nave prateada que Kael lhe dera.
Mas ela não ouvia os brinquedos. O que ouvia era o próprio coração, batendo com a lembrança das mãos de Rhaek, da boca, do olhar escuro — e do q