Riccardo – Debussy. “Clair de Lune”.
Na porta dela, parei. O castanho dos olhos dela estava mais brilhante sob a luz do corredor. Pupila dilatada. Respiração acelerada. Ela sentia também.
— Obrigado pelo jantar. Estou ansioso pelo próximo. Tenha uma boa noite, Beatrice.
Virei as costas antes que eu fizesse merda. Antes que minha mão subisse sozinha pra cintura dela. Antes que eu pedisse um beijo que ela não me devia.
Caminhei até meu quarto contando os passos, como se cada número me afastasse da tentação de voltar.
Cheguei e