Beatrice - A cela dourada.
O baque seco da porta pesada de madeira ecoa pelas paredes do quarto, sendo seguido pelo som dos passos firmes e pesados de Riccardo se afastando pelo corredor da nossa ala. Depois, o silêncio se instala de forma sufocante.
Permaneço imóvel no centro do quarto, com os braços ainda cruzados sobre o vestido azul-petróleo. Meus olhos ficam fixos na maçaneta de bronze onde a mão dele estava há poucos segundos. Minhas pernas fraquejam, e eu me deixo cair sentada na beira da cama, sentindo o tecido d