Riccardo - Prólogo.
A sala real não tem mais o clima agradável programado para o que deveria ser o melhor dia da minha vida, ela se transformou em uma tensão pesada com as últimas mudanças. Estamos posicionados próximo ao trono real, entre nós o padre faz a celebração da nossa união usando as mesmas palavras sagradas que todos nós já conhecemos de cor e salteado.
Eu, sério e com pouca paciência, com meu smoking feito sob medida, cabelo bem penteado de lado, com aspecto de molhado e barba bem aparada. De frente pra mim, Beatrice Rossi. Com um vestido de festa cumprido, na cor azul celeste claro de decote ‘V’ e detalhes por todo o seu tronco.
Simplesmente linda!
Olhar penetrante e raivoso, deixando claro o seu descontentamento e fúria por estar se casando forçadamente comigo. Fato que tento ignorar porque estou exausto demais para lidar com suas infantilidades nesse momento.
Tudo o que quero é que a cerimônia acabe e o conselho largue do meu pé para ter um pouco de descanso e paz depois das últimas horas caóticas onde tive muitas notícias bombásticas e decepções que mudaram a minha vida e os meus planos.
Não era isso que deveria estar acontecendo, eu deveria estar casando com a mulher que amo, mas dadas as circunstâncias, isso foi o melhor que pude orquestrar tão rápido. E como homem forte e inteligente que sou, terei que trabalhar com o que tenho em mãos a partir de agora.
Eu pensava qual seria meu próximo passo quando ouvir do homem de casula falar:
—Pelo poder investido em mim, eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.
‘Até que enfim!’
Sem demora, me aproximei do seu corpo, pronto a realizar o último ato que antecede o fim desse tormento.
Sem dificuldade segurei firme sua cintura para mantê-la em seu lugar, sentindo seu corpo rígido, como se estivesse pronta a dificultar a minha vida.
Mas hoje não! Ninguém mais atrapalha os meus planos.
Em seguida segurei firme sua nuca já me aproximando para beijá-la vendo seus olhos arregalados até estarmos bem próximos, que ela só fecha quando nossos lábios se tocam mais uma vez. Logo senti o volume suave que eles possuem, sua respiração pesada - claro nervosismo feminino, e seu perfume floral suave.
E por um momento todo o alvoroço que estava dentro de mim se acalmou - pelo menos enquanto nos mantive assim.
Meu coração que até então estava acelerado, diminuiu o ritmo e por alguns instantes tive vontade de sentir realmente os seus lábios junto aos meus, o seu sabor, até que lembrei que ela não é quem eu realmente queria.
O beijo durou tempo suficiente para sentir seu corpo tremendo singelamente em minhas mãos, deixando claro que nesse momento ela não estava se opondo com tanta veemência como antes. Mas mesmo assim me afastei de repente, querendo terminar a cerimônia.
Ainda notei sua rendição momentânea, o que claro ela fez questão de tentar disfarçar em seguida, se recompondo da melhor maneira possível, fingindo não ter sentido nada, assim como eu.
Meu primeiro ato foi decretar:
—Agora que todos os assuntos estão resolvidos vocês estão livres para irem, exceto a minha mulher, é claro.
Eu não queria mais ter que lidar com essa família problemática, pelo menos com a maioria deles, principalmente porque sei que ter escolhido me casar com a mais nova deles vai me causar uma dor de cabeça constante de agora em diante.
A matriarca deles ainda tentou se aproximar, pronta a conseguir mais tempo com a filha, mas eu a impedi, deixando claro que agora era a hora da despedida porque eu precisava cumprir a última parte do plano.
—Desculpe senhora, mas a minha complacência realmente terminou. Estou cansado e quero me retirar com a minha mulher o quanto antes. Se nos der licença, ainda tenho um casamento para consumar!
Sem paciência, segurei firme Beatrice, pronto a conduzi-la a saída, ouvindo seus protestos enraivado em seguida:
—Ei, o que você pensa que está fazendo? Eu nem me despedi da minha mãe seu idio…
Beatrice começou falando, mas parou antes de terminar o xingamento que me direcionava quando a olhei em advertência, fazendo com que ela se lembrasse o que acontece quando age assim. Sabiamente, mas ainda com ira, ela se calou, continuando a caminhar ao meu lado mesmo contra vontade, olhando para a sua mãe em uma despedida silenciosa enquanto nos afastamos, saindo do recinto.
O caminho foi curto, com passos largos e firmes, sentindo a tensão aumentar entre nós. E como já conheço os corredores do castelo não encontrei dificuldade em achar o nosso aposento. Sem cerimônia abro a porta, fazendo com que ela entre primeiro no ambiente, fazendo-a reclamar enquanto fecho a porta com força assim que passa por ela.
—Aí…. assim está me machucando.
—Não seja dramática, Beatrice.
—Não sou dramática! Aposto que com Bianca não age assim! Se pensa que tolerarei …
Eu sabia perfeitamente o caminho que ela ia seguir, então a cortei começando a tirar o smoking porque não estou com paciência.
—Com certeza não, sua irmã sabe cativar o melhor de mim! O que é bem diferente do que você consegue, então vou te dar um conselho: aprenda logo onde é o seu lugar e como falar comigo porque senão você só vai se prejudicar comigo.
Falei começando a desabotoar a blusa, olhando enfim para o rosto dela que já está rosado de raiva. Mas assim que percebe o que estou fazendo, ela arregala os olhos perguntando:
—O que pensa que está fazendo?
—Tirando a roupa, não está vendo? —Respondi passando a blusa branca pelos braços.
—Não ouse ficar pelado na minha frente, Riccardo…
Sua voz saiu quase que estridente, mostrando seu nervosismo. Me fazendo dar atenção a ela achando graça, ficando pronto para provocá-la. Sem parar, tirei os sapatos e comecei a abrir os botões da calça, deixando ela se amontoar nos meus pés, ficando apenas de cueca boxer branca.
—Você acha que eu te trouxe para o meu quarto depois do nosso casamento para fazer o quê, Beatrice? —Perguntei com meu olhar de sedução, pronto a conseguir o que preciso.
Nervosa ela engole seco, mas me olha por completo ficando ainda mais rosada ao mesmo tempo que sua respiração se intensifica.
Como ela não responde, caminho em sua direção, querendo provocá-la mais um pouco. Assim que percebeu minha aproximação, ela tentou se afastar andando para trás, empinando o nariz, me advertindo como se isso fosse me intimidar conforme eu avanço em sua direção.
—Não se aproxime de mim… eu vou gritar se me tocar…
Ela não sabia, mas sua resistência e seu ato rebelde só servia para prender mais a minha atenção, estimulando a euforia e tensão sexual que sempre se constrói quando estamos juntos e ela age assim. E vê-la caminhando justamente para onde eu quero tê-la só aumentou a minha excitação e desejo de tocá-la já que agora não existe nada que me impede.
Durante meses tentei resistir a suas investidas por respeito a Bianca, a promessa que fiz e o meu desejo de ter um relacionamento saudável com ela, mas agora que nosso casamento não aconteceu, nada mais me impede de possuí-la. Principalmente porque agora, oficialmente ela é minha para tê-la como quiser.
Enquanto caminho ao seu encontro, observei cada pedacinho lindo exposto do seu corpo com cautela sentindo vontade de explorar tudo o que tenho direito, afinal, sou seu marido.
—Estou falando sério Riccardo, pára onde está ou eu…
Ela ainda falava quando suas pernas encostaram na cama fazendo ela cair sentada, se assustando.
Bingo! Ela está justamente onde eu quero.
Sem exitar, termino de me aproximar e deito sobre o seu corpo devagar, vendo seus seios subirem e descerem com sua excitação mal contida enquanto ela permanece se afastando, usando o corpo para deslizar sobre o colchão, o que claro eu impeço assim que seguro firme sua cintura passando o braço por debaixo do seu corpo leve, olhando fixamente em seus olhos que brilham em uma mistura de excitação, desejo e nervosismo.
Sem dificuldade, deslizei seu corpo deixando-a no meio da cama, me posicionando entre suas pernas em um movimento rápido, permitindo que ela sinta pela primeira vez o início da minha ereção que fez com que ela piscasse assustada algumas vezes já levando a mão no meu peitoral pedindo:
—Não ouse…
Querendo muito começar logo a lua de mel, passei a língua devagar nos meus lábios olhando os dela, percebendo que no fundo ela também deseja se render a mim ao mesmo tempo que eu suspendo seu vestido lentamente até encontrar a pele quente da sua coxa macia e torneada onde toco descaradamente e de mão cheia, deslizando com vontade, sentindo sua firmeza delicada até chegar em seu quadril, sem parar de pressioná-la sobre o colchão, sentindo meu pau crescer ainda mais entre suas pernas, adorando saber que ela está ficando tão quente quanto eu.
—Ou o quê? —Perguntei em voz baixa, eliminando a curta distância entre nossos lábios.
Suas mãos que antes tentavam me empurrar agora estão quentes e só me tocam, sua respiração ofegante e suas pupilas dilatadas, comprovam todo o seu desejo e excitação.
Nesse momento nem eu posso negar. Meu corpo deseja descobrir tudo o que podemos sentir juntos e concordando comigo ela enfim se rende por completo ao clima de desejo que nos envolve. Em um movimento rápido, segura meu rosto dos dois lados, me encontra no caminho, unindo as nossas bocas em um beijo esfomeado que só serve para alastrar o fogo que nos consome.
Com urgência seus lábios se moldaram aos meus, reconhecendo, curtindo, saboreando e revelando toda a saudade que sente por estarmos semanas sem se encontrar dessa maneira. E eu não estou diferente, por isso me permiti curtir seu sabor doce em meio aos beijos mais provocantes que já recebi e me lembraram com sucesso o porquê foi tão difícil me manter distante dela enquanto cortejava Bianca.
Em segundos nossos corpos terminaram de se aquecer permitindo o prazer circular intensamente de dentro para fora, arrepiando nossas peles, aumentando nossa excitação, nos fazendo ofegar na boca do outro ao mesmo tempo que os gemidos saem sem controle.
Suas mãos forçam minha movimentação para melhorar o encaixe do nosso beijo e quando isso acontece elas descem pelo meu peitoral, me acariciando com vontade, mostrando a sua ânsia por me sentir, me levando a loucura!
Sua língua se entrelaça à minha com vigor, tornando o nosso beijo sedento e ainda mais gostoso. Suas pernas me abraçam e minha mão desliza sobre sua curva, chegando a sua cintura e seios, onde apertei com vontade ficando com mais tesão tentando sentir sua pele ainda coberta pelo vestido, mas como isso não me satisfaz deixo que siga até sua nuca, entrando e segurando firme seus cabelos enquanto a mão que está em seu quadril segue para sua bunda lisinha e durinha, que eu aperto desejando ver sem parar de me esfregar entre suas pernas.
O prazer de Beatrice aumenta fazendo que ela se esqueça como beijar, ficando focada apenas em absorver tudo o que sente apertando ainda mais os olhos, gemendo e se contorcendo toda embaixo de mim, me deixando entender que já está pronta para receber mais. Observando-a e querendo vê-la gozar deslizo minha mão para sua virilha, onde aperto um pouco para terminar de acordar seus nervos, chegando em seguida na sua intimidade. Encontrando sua calcinha úmida e quente ao acariciá-la por cima do tecido, sentindo seu corpo estremecer mais uma vez quando pressiono um pouco mais forte em cima do seu clitóris.
'Com certeza ela está pronta.’
Sem paciência, enfio os dedos pela lateral do tecido encontrando enfim sua carne lisa, macia e muito quente. Meu pau lateja em expectativa. Seu mel escorre ao ponto de molhar meus dedos com facilidade, o que aproveito sem demora, iniciando uma carícia constante entre suas dobras que a faz soltar os sons mais gostosos que eu já ouvi abrindo mais as pernas, me apertando contra seu corpo.
—Huuumm.
Seu corpo perde o controle a cada movimento que faço, e tudo só fica mais intenso quando meus dedos se concentram em seu clitóris.
—Ai que delícia…
Sua voz saiu arrastada, carregada de desejo ao mesmo tempo que seu corpo pulsa sob meus toques insistentes. Suas costas arqueiam saindo do colchão, ela se treme por inteira e enfim se rende a todo prazer que sente, deixando o gozo a alcançar me deixando feliz em saber que seu corpo responde com facilidade ao meu e que teremos momentos maravilhosos juntos.
Eu observei com atenção a sua entrega sentindo a minha pulsação aumentar por querer tanto descobri como é estar na sua intimidade, então quando percebi que já tinha chegado a minha vez tirei a cueca às pressas, pronto a me posicionar onde preciso. E como já estava ansioso, rasguei a saia do vestido pronto a fazer o mesmo com a calcinha. O som do tecido rasgando soou no ambiente, mas eu não me liguei a ele. Foquei apenas em ver seu corpo sendo revelado embaixo de mim.
Eu já me imaginava dentro dela, conhecendo o prazer das suas entranhas, o local nunca tocado por outro homem, me movendo com vontade, sentindo os seus apertos e sua quentura quando ela grita, me empurrando e movendo as pernas assustada, como se estivesse acordando de um pesadelo.
—NÃÃÃO, RICCARDO…
Imediatamente parei em meu lugar, olhando seu corpo parcialmente desnudo e seu rosto assustado. Tentando entender o que acontecia, percebi que o clima tinha se dissipado e eu nem sabia como ou o porquê.
—EU FALEI NÃO! NÃO VOU SER SEU DEPÓSITO DE ESPERMA, E DEFINITIVAMENTE NÃO SOU SUA SEGUNDO OPÇÃO!
Nenhuma mulher tinha gritado comigo dessa maneira, muito menos durante o sexo. Geralmente elas só gritavam de prazer, mas seu grito alcançou minha alma, me fazendo lembrar o grito de dor da minha mãe.
A sua voz saiu firme, decidida e a energia que emanava dela me deixou paralisado no lugar.
—NÃO VOU ME ENTREGAR A VOCÊ DE BOM GRADO! NÃO SEREI A SUA MULHER! SE QUISER ME TER, VAI TER SER A FORÇA PORQUE EU NUNCA VOU ME RENDER A VOCÊ, SEU IDIOTA!
Em seguida ela se moveu rapidamente, saindo da posição que estava e da cama arrumando da melhor forma a roupa para se tapar. De pé, seguiu para uma das portas, me fazendo perguntar irritado:
—O que acha que está fazendo, onde está indo, Beatrice?
Do seu jeito atrevida ela volta a me olhar, agora de nariz em pé, como se pudesse me enfrentar como igual.
—Vou procurar um banheiro para tomar um banho — Me dando as costas, dá mais alguns passos em direção a porta, parando para dar seu aviso final —E não ouse vir atrás de mim dessa vez ou eu juro por tudo o que é sagrado, eu mato você na primeira oportunidade que tiver, seu desgraçado.
Em seguida ela faz o que deseja, passando pela porta o mais rápido que consegue, batendo-a com força, fazendo o cômodo vibrar enquanto eu sinto a irritação aumentar por ter que lidar com sua insolência e a frustração de não ter alcançado o meu orgasmo depois de ter chegado tão perto de conseguir o que queria.
Em conflito por memórias dolorosas que ela trouxe a tona respiro fundo tentando me estabilizar enquanto penso:
‘Se ela pensa que vai ficar assim, está muito enganada.’
Ela vai ser minha!
Pode não ser hoje, mas em algum momento ela vai se render ao desejo que sente por mim e quando esse dia chegar, saberá o quão gostoso é estar na cama de Riccardo Izídoro. E depois disso, vai implorar para não sair dela.