Eu não bato porta.
Mas quase bati quando saí da cozinha.
A imagem da Beatrice com o queixo erguido, o guardanapo amassado, os olhos dizendo ‘tenta me fazer dobrar’… ficou grudada no meu crânio o caminho inteiro até a empresa.
Eu deveria estar pensando no carregamento que ia chegar em Nápoles.
No conselho que quer tirar o meu cargo.
No relatório que o meu CFO me mandou às seis da manhã.
Em vez disso, eu via a mesa.
Café frio. Cadeira vazia. Guardanapo perfeito.
Merda.
Passei a manhã inteira