A casa estava silenciosa demais quando desci procurando por café.
O cheiro de pão fresco e café forte me enganou por um segundo. Por um segundo estúpido, imaginei que aquilo podia ser lar. Até ver Dona Alessia sentada à mesa.
Ela não se levantou. Não precisava.
O cabelo preso, as pérolas, as mãos perfeitas dobrando um guardanapo… aquilo já era um tapa na minha cara.
— Bom dia, Beatrice — disse, como se me conhecesse há anos. — Sente-se. Provei o café e está amargo. Peça que troquem.
Pensei em