Beatrice - Trégua Gostosa.
No dia seguinte, às sete e trinta e cinco, a campainha da minha ala tocou. O som cortou o silêncio do meu quarto como uma lâmina.
Abri a porta. Riccardo estava ali, de camisa escura e calça, sem terno, sem gravata, sem segurança à vista. Ele cumpriu. Veio sozinho. Sem escolta, sem aviso prévio, sem tentar controlar o cenário.
— Pronta? — perguntou. A voz saiu baixa, quase casual, mas os olhos se entregavam. Havia tensão ali.
— Sim — respondi, e vi o brilho rápido nos olhos dele antes que ele es