Beatrice - O Quadro no Quarto.
O carro parou. O motorista abriu a porta. E Riccardo desceu primeiro, a mão estendida para me ajudar.
Dessa vez aceitei. Gostando.
A gente subiu em silêncio. Mãos dadas. Os sapatos dele não faziam barulho no mármore. Os meus também não. Mas o ar entre nós fazia.
Ele me acompanhou até a porta da minha ala. Parou a um passo de distância. Perto o suficiente pra eu sentir o cheiro do paletó dele, do vinho, do perfume caro que ele nunca exagera.
Nenhum dos dois falou nada nos primeiros segundos.
Aí