RENZO ALTIERI
Segurei a mão pequena e fria do garoto, dando o primeiro passo para fora daquele cubículo fétido. Assim que desci o primeiro degrau da escada, senti os dedos dele se fecharem ao redor dos meus com uma força inesperada, um reflexo de puro pânico.
Olhei para trás. Ele apertava as revistas velhas contra o peito como se fossem sua única âncora no mundo, com os olhos marejados fixos nos degraus à frente.
— Está com medo? — perguntei, suavizando o tom da minha voz.
Ele assentiu dev