RENZO ALTIERI
— Qual é o seu nome? — perguntei, dando um passo discreto para trás, respeitando o espaço e os limites daquele garoto que já havia sofrido violações demais.
Ele hesitou por um segundo, os dedos pequenos apertando o tecido grosso do meu sobretudo como algo precioso.
— Dezesseis... — ele respondeu.
Franzi o cenho, o nome soando como uma ofensa.
— Dezesseis?
— Viktor me chama pela minha idade. — ele falou, a voz trêmula.
De repente, os olhos âmbar desviaram-se de mim, olhand