RENZO ALTIERI
A noite havia descido sobre São Petersburgo como um sudário de chumbo. O frio era uma entidade viva, uma lâmina cortante que não se contentava em apenas gelar a pele; ele tentava alcançar os ossos, buscando qualquer brecha no meu sobretudo preto, qualquer imperfeição na minha postura de aço. Eu estava parado ali há horas, como uma estátua de gelo, observando a neve cobrir o asfalto com um manto imaculado.
Minha parada em Moscou fora estratégica e breve: apenas o tempo necessário