TARYN
Eu não me movo de imediato.
Fico ali, parada, olhando para a porta fechada… como se esperasse que ele voltasse.
Ele não volta.
Solto o ar devagar.
E então a irritação cresce.
Quente.
Incômoda.
Ele espera que eu fique aqui.
Quieta.
Obediente.
Esperando.
Como se eu não tivesse entendido nada.
Solto uma risada baixa, sem humor.
— Claro…
Passo a mão pelos cabelos, inquieta.
E então, eu sinto.
Meu corpo enrijece levemente.
É sutil.
Mas está ali.
Um calor estranho, espalhando-se devagar, começa