Mundo ficciónIniciar sesiónOs gritos do homem cessam assim que a fera rasga sua garganta. O som é úmido, grotesco, e ecoa pela floresta como um anúncio de que ninguém ali tem salvação. Ele cai mole no chão, e em poucos segundos já não há nada humano naquela forma retorcida.
Fico imóvel, cada músculo travado pela certeza de que agora é a minha vez.
Se eu tentasse correr, duraria o quê? Meio passo?
Suas patas são longas, firmes, feitas para percorrer a mata como se ela fosse seu domínio, seu reino. Nada em mim, seria suficiente para escapar.A criatura ergue a cabeça.
Seu focinho está manchado de sangue. O pelo negro parece ainda mais escuro na luz fraca. Quando ele inspira, sinto o ar ao meu redor vibrar, como se a curta distância entre nós estivesse encolhendo só p







