Ela não se virou de imediato. Esperou que as portas de metal se abrissem antes de encarar o homem que parecia ter se tornado sua sombra. Dante estava parado a poucos metros, os braços cruzados, a expressão de quem esperava uma explicação.
— Estou em meu horário de almoço, senhor Valente — ela respondeu, a voz firme e desprovida de qualquer emoção. — Qualquer coisa relacionada ao meu trabalho ou ao meu desempenho, o senhor pode dizer quando eu voltar. Garanto que não passarei do horário permi