POV ZOE
Raul me olhou em silêncio por alguns segundos. Havia qualquer coisa estranha no rosto dele, quase ofendida.
— Não sou um monstro, Zoe.
Talvez não fosse.
Mas já tinha me tratado como se eu fosse lixo. Então eu precisava dizer mesmo assim.
— Eu sei o que o senhor quer que eu acredite — respondi. — Mas quero deixar registrado qual é o meu limite.
O escritório ficou em silêncio outra vez. Eu conseguia ouvir minha própria respiração e, mais baixo, o leve som de Lorenzo mexendo de forma quase