POV ZOE
Saí do Napolitano esperando o de sempre.
O carro parado um pouco mais adiante.
O motorista me esperando em silêncio.
A rua respirando aquele fim de tarde morno de Nápoles, bonito o suficiente para enganar quem não conhece o tipo de perigo que uma cidade guarda nas esquinas erradas.
Eu estava pronta para a rotina.
Para o cansaço.
Para o silêncio.
Para o Raul de pedra me esperando no banco de trás como vinha fazendo nos últimos dias, me levando para casa sem dizer dez palavras no caminho