Eduardo Hastings não acreditava em alarmes.
O sol lhe dizia quando acordar, e a gata que não era sua lhe dizia quando alimentá-la, geralmente com um miado descontente e uma patada na canela. Ele começou a chamá-la de "Você de Novo", porque todas as manhãs ela aparecia pontualmente e todas as manhãs ele fingia não se importar.
Ele viveu a manhã como vive todos os dias: com rotina, propósito e o mínimo de interação humana possível.
O mundo ficou quieto novamente, e ele gostava que fosse assim.
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