DAMIAN WINTER
Dentro da viatura estava abafado. A sirene não estava ligada, mas o som do rádio chiando e as conversas curtas dos policiais preenchiam o espaço como uma pressão constante sobre meus ouvidos. Eu mantive o olhar fixo na janela, observando as ruas passando depressa.
Não era a primeira vez que meu nome estampava manchetes, mas era a primeira em que eu não tinha feito absolutamente nada para merecer.
Meus pulsos latejavam sob o metal das algemas, e a imagem de Danian chorando na porta