Leornado
A água quente do chuveiro caía sobre meus ombros como uma tentativa inútil de lavar o que havia acontecido, mantendo-me ali por mais tempo do que o necessário enquanto deixava o vapor preencher o banheiro e tentava organizar os pensamentos que giravam, sem parar, em minha cabeça. Tudo havia mudado ou, melhor dizendo, eu havia mudado; talvez apenas tivesse parado de fingir que nada estava acontecendo entre nós.
Anna, a mulher que eu via todos os dias há anos como uma extensão perfeita