Leornado
A casa estava silenciosa àquela hora da madrugada. Sofia dormia profundamente no berço, com a respiração regular monitorada pelo aparelho ao lado da cama, mas eu não conseguia dormir. O corpo ainda carregava a tensão do dia , as malas quase prontas para o Rio, a agenda ajustada e o peso das palavras que eu havia dito a Beatriz sobre Anna voltar para casa. Tudo parecia correto, racional e necessário, mas o sono não vinha.
Levantei-me para pegar um copo d’água na cozinha. O corredor est