Marcelo
Acordei com o som das ondas quebrando ao longe e o peso leve, quente e vivo de Enzo no meu peito. Ele dormia de bruços, o rostinho pressionado contra a camiseta, a respiração ritmada como um metrônomo suave. Seus dedinhos minúsculos estavam fechados no tecido, como se mesmo no sono ele precisasse se certificar de que eu estava ali.
O quarto ainda estava escuro, mas uma claridade cinza-azulada começava a infiltrar-se pelas persianas entreabertas. Olhei para o lado: Renata dormia profund