Renata
Eu estava no escritório, o mesmo de sempre, com a mesa cheia de papéis e o cheiro de café no ar. Só que algo estava errado. A porta do Marcelo se abriu com força, e ele apareceu, os olhos escuros ardendo de raiva. O terno impecável, o cabelo penteado para trás, mas com um fio solto que pedia para ser ajeitado. Ele apontou para mim, a voz grave, quase um rosnado.
— Renata, na minha sala. Agora.
Engoli em seco, o coração disparado, e fui atrás dele, as pernas trêmulas. A saia lápis que eu