Pov. Selene
Adon me guiou pelas portas altas do palácio, sua mão na minha cintura uma âncora firme em meio a bagunça que estava a minha mente e meu corpo que tremia a cada passo.
O som da orquestra, que antes me parecia uma marcha fúnebre, agora se transformou em algo diferente.
Ainda era solene, mas envolvia um burburinho de vozes, risadas contidas e o tilintar de taças.
E então, eu os vi.
Não eram os rostos impassíveis dos capangas de Omar, nem os sorrisos falsos de uma sociedade que me