Cap.182
Pov Selene.
O celular pesava na minha mão como um bloco de chumbo.
Mathias o tinha colocado ali, na minha palma suada, com um sorriso que tentava ser tranquilizador, mas que não alcançava seus olhos.
— Pegue. Ligue para elas. Para suas amiguinhas — ele disse, a voz suave, quase um coaxar venenoso. — Quero que você veja que pode confiar em mim. Que não está em um cativeiro. Está sendo bem cuidada.
Cuidada. A palavra ecoou, vazia. Eu estava em uma gaiola de seda, mas ainda era uma gaiola.