Mundo de ficçãoIniciar sessão
Já não conseguia mais lidar com aquela situação.
Acordei algum tempo depois em uma cama de hospital, com meus familiares ao meu redor. — Samantha, minha filha, graças a Deus você acordou. {Roberta} *** Depois de seis anos de casados, finalmente me sinto pronta para ter nosso primeiro filho. — E você, como se sente, Richard? {Samantha} — Também me sinto pronto… na verdade, mais do que pronto. — Precisamos ir ao médico ou é só começarmos a “trabalhar na produção” do nosso bebê? — kkkkk. {Richard} Ele me abraça com carinho e beija minha têmpora, me puxando para junto do seu corpo de forma provocadora. — Claro, né, seu bobo. — Além de “trabalhar na produção”, é importante irmos ao médico. — Usei anticoncepcional durante sete anos, então precisamos nos informar bem para fazer tudo direitinho. {Samantha} Sempre quis ter filhos, mas como me casei muito cedo, queria curtir melhor o casamento até sentir que era a hora certa. Richard e eu nos conhecemos muito jovens. Eu tinha dezesseis anos e ele dezoito. Ele estava no último ano do colégio para onde eu havia me mudado. Como bons adolescentes, tudo começou com provocações, implicâncias… até se transformar em um amor simples, sincero e urgente. Nos casamos assim que completei dezoito anos. — Amor, preciso ir para o trabalho. — Assim que você marcar a consulta, me avisa que vamos juntos tirar todas as dúvidas possíveis. — Assim, no ano que vem, já teremos nosso bebê nos braços. Ele me beija e me abraça com carinho. — Nossa família vai ser grande, quero pelo menos três filhos, tá? {Richard} — Claro, assim que eu marcar te aviso. — Mas sobre a quantidade… vai depender da primeira experiência. {Samantha} Richard entrou no carro e seguiu direto para o trabalho. Depois de um dia cansativo, ele estava retornando para casa quando um motoqueiro avança o sinal vermelho. Richard tenta desviar, mas perde o controle. O carro invade a contramão e atinge outro veículo de frente. — Alô? {Samantha} — Estou falando com a Samantha? {Terceira pessoa} — Sou eu mesma. — Quem fala? {Samantha} — Sou policial. Sinto lhe informar, mas seu marido sofreu um acidente. — Ele está sendo levado em estado grave para o Hospital Central. — Precisamos que a senhora vá para lá imediatamente. {Terceira pessoa} Meu mundo girou. Eu não conseguia mais respirar. Não pode ser… ele não… {Samantha} Cheguei ao hospital o mais rápido que consegui. Eu não acreditava que aquilo estava acontecendo. Não, por favor, meu Deus. — A senhora é a esposa? {Terceira pessoa} — Sim, doutor, me diga como ele está? {Samantha} — Infelizmente não temos boas notícias. O trauma foi muito grave e não conseguimos conter a hemorragia. Seu marido faleceu. {Terceira pessoa} — Não pode ser… eu preciso ver ele. — Não, isso não está acontecendo, isso não pode estar acontecendo. {Samantha} Comecei a chorar desesperadamente enquanto o médico me levava até ele. Richard já estava sem cor alguma no rosto, parecia uma estátua de cera, completamente sem vida. Meu coração se despedaçou na mesma hora. Eu o abracei enquanto chorava copiosamente. Seu rosto, antes tão lindo, agora estava cheio de machucados. De repente, perdi completamente a consciência — O que aconteceu? — Onde está o Richard? {Samantha} Eu estava confusa, sem saber se tudo o que havia acontecido era sonho ou realidade. Mas quando minha mãe começou a chorar , olhei para o quarto, e vi meu pai e meu irmão, eles estavam completamente abatidos, e não conseguiam nem me encarar, tive certeza. Era real. Meu marido havia morrido. Meu mundo inteiro caiu.






