Álvaro permaneceu sentado diante de Rafael.
A sala de interrogatório era pequena, iluminada por uma lâmpada branca. O homem parecia exausto, mas não demonstrava arrependimento.
— Você disse que recebia ordens de Artur Villagran — repetiu Rafael.
— Sim.
— Artur morreu há mais de vinte anos.
— Foi o que todos acreditaram.
— Você o viu depois da morte?
Álvaro permaneceu em silêncio.
— Responda.
— Não diretamente.
Rafael inclinou-se.
— Então quem lhe dava as ordens?
— Recebia cartas.
— Assinadas po