— Pai…
A palavra ecoou pela capela.
Artur foi o primeiro a se virar para a passagem. Seu rosto perdeu a cor.
Dário permaneceu imóvel.
— Não — murmurou.
Do corredor escuro surgiu uma menina de cabelos muito claros, segurando uma pequena lamparina. Devia ter oito anos. Vestia um casaco azul, grande demais para o corpo, e trazia no pescoço um medalhão igual ao que Gabriel acabara de encontrar dentro da caixa.
Celina cobriu a boca.
— Quem é ela?
A menina caminhou até Dário sem medo.
— Você demorou.