Artur permanecia atrás da janela, imóvel entre as chamas.
O rosto estava mais envelhecido do que Helena imaginara. Os cabelos tinham se tornado completamente brancos, e uma cicatriz atravessava parte de sua face.
Mas não havia dúvida.
Era ele.
— Artur — Madalena repetiu.
O homem apoiou a mão no vidro.
— Madalena.
— Você morreu.
— Era necessário que todos acreditassem nisso.
Augusto avançou com a cadeira.
— Você me chamou de filho.
Artur olhou para ele.
— Eu chamei pelo homem que carregou o meu