— Por que me convidou?
Lorenzo demorou a responder.
— Porque queria jantar com você.
— Só isso?
— Precisa existir outra razão?
— Com você geralmente existe.
Ele quase sorriu.
— Hoje não.
Gostei daquela resposta mais do que deveria. A conversa começou devagar, depois ficou surpreendentemente fácil. Falamos sobre coisas que raramente apareciam quando nossas famílias estavam presentes: viagens, livros, lugares que ainda queríamos conhecer e pequenas histórias de infância que não tinham importância