Duas semanas se passaram. Carmem e Rafael se encontraram outras três vezes. Sempre profissionalmente. Sempre cercados de pessoas. Sempre cuidadosos demais. E talvez fosse justamente aquele cuidado que tornasse tudo pior. Não havia mensagens. Não havia telefonemas. Não havia convites. Mas havia olhares. Pequenos silêncios. Uma consciência permanente da presença do outro. Carmem sabia quando Rafael entrava em uma sala antes mesmo de olhar. Rafael reconhecia o perfume dela antes de vê-la atravessa