Carmem demorou mais do que gostaria para adormecer naquela noite. Tentou ler. Tentou preparar uma aula. Abriu o computador, respondeu a dois e-mails e chegou a revisar algumas anotações do processo. Nada funcionou. Em algum momento, desistiu. Fechou o notebook e caminhou até a janela do apartamento. A cidade continuava viva lá embaixo. Carros, luzes, pessoas indo e vindo como se aquela fosse uma noite absolutamente comum. Para ela, não era. Rafael havia voltado. A constatação ainda lhe parecia