Carmem acordou antes do despertador. Ficou alguns segundos olhando para o teto, ainda envolvida naquela névoa entre o sono e a consciência, até que a lembrança voltou inteira. Rafael. O restaurante. O estacionamento. A mão dele em seu rosto. O beijo. Sorriu. Então percebeu que estava sorrindo e imediatamente ficou séria.
— Meu Deus, Carmem...
Levantou-se. Tinha uma aula pela manhã e trabalho no tribunal à tarde. Havia relatórios esperando, alunos, compromissos e uma vida perfeitamente organizad