O amanhecer encontrou os dois no sofá. Carmem abriu os olhos primeiro. Rafael dormia. Ela ficou observando-o. Era estranho vê-lo ali. Dentro de sua casa. Desarmado. Tão distante da figura formal do tribunal. Levantou-se cuidadosamente. Preparou café. Quando Rafael apareceu na cozinha, o cabelo ligeiramente desarrumado, Carmem riu.
— O quê?
— Nada.
— Está rindo de mim.
— É estranho ver um juiz assim.
— Assim como?
— Humano.
Rafael aproximou-se.
— Não conte para ninguém.
Ela entregou uma xícara.