Na manhã seguinte, Dante acordou no chão do quarto do hotel.
A luz entrava pelas frestas da cortina, fina e cruel, iluminando partes do terno preto amassado, os sapatos ainda nos pés, a camisa marcada por fuligem e suor. A cabeça latejava. A garganta doía. Por alguns segundos, antes que a memória voltasse inteira, ele não soube onde estava.
Então viu o ultrassom sobre a mesa.
O mundo desabou de novo.
Dante ficou imóvel, olhando para aquela imagem pequena, cinza, silenciosa. A prova de uma vida