Alguém bateu à porta.
Dante não respondeu.
Continuou sentado no chão, o ultrassom ainda entre os dedos, o olhar perdido em algum ponto distante que não existia mais.
A batida veio outra vez.
Mais insistente.
Mais impaciente.
“Dante, sou eu.”
Bianca.
O corpo dele ficou rígido imediatamente.
A voz atravessou a madeira como uma lembrança que ele não queria ouvir.
Ela havia conseguido subir.
Talvez tivesse chorado na recepção.
Talvez tivesse convencido algum funcionário de que estava preocupada.
Ta