Dante saiu do velório carregado por Rafael e por dois seguranças.
Não porque quisesse ir embora. Se dependesse dele, teria permanecido ajoelhado diante do caixão fechado até que alguém abrisse a madeira e dissesse que tudo não passava de um engano cruel. Mas suas pernas já não obedeciam, sua respiração falhava em intervalos curtos e o ultrassom permanecia preso em sua mão como se fosse a última coisa viva que restava de Helena.
As pessoas se afastavam para deixá-lo passar.
Ninguém ousava tocar