“O amor começa assim: um contorno tímido… e um coração disposto a preencher.”
Quando Helena voltou ao quarto apenas em um roupão, a pele ainda quente do banho, encontrou Santiago sentado na cama, encostado na cabeceira usando apenas uma calça fina de moletom. Ele deslisava o dedo na tela do celular apreciativo demais. A luz azul da tela iluminava seu rosto e deixava seus olhos ainda mais bonitos.
— No que você está tão concentrado? — ela perguntou, curiosa.
Santiago sorriu sem desviar o olhar.
— Por que você não vem aqui ver?
Ela se aproximou e se acomodou ao lado dele, encaixando-se perfeitamente em seu ombro. Quando olhou para a tela, soltou um riso suave. A galeria estava lotada de fotos dela. Deles. Momentos roubados, espontâneos, muitos que ela nem percebera que ele tinha registrado.
— Senhor Villar… quando você tirou a maioria dessas fotos que eu nem vi?
Ele deu de ombros com aquele charme natural e irresistível.
— Você não pode me culpar pela câmera do meu celular te amar tanto