Flüchtig era um planeta que não deveria existir — e justamente por isso existia.
Um ponto cego na cartografia do Criador, uma falha luminosa no tecido do infinito, um mundo onde a matéria não obedecia, onde o tempo fugia de si mesmo, onde a vida se formava e desfazia com a mesma facilidade que um pensamento indeciso.
E naquela manhã — se é que “manhã” significa algo no reino onde Satanás habita — Abramalech, o mordomo infernal, aproximou-se com a rigidez silenciosa dos servos que carr